Wednesday, January 28, 2015

Yule - 21 de dezembro

Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)

A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.

Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

fonte: http://tendadobardo.blogspot.com/2010/12/yule-21-de-dezembro.html

Tuesday, January 13, 2015

O Natal

Se é certo que hoje o Natal assinala o nascimento de Jesus Cristo, também é verdade que a celebração desta data antecede o surgimento do Cristianismo em cerca de dois mil anos, e tem origem no Zagmuk, festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de ano, enquanto um ritual semelhante era realizado por persas e babilônicos. A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que acabariam por englobar nas raízes do festival a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, esse costume alcançou os romanos e foi absorvido pela Saturnália (cerimônia em homenagem a Saturno), uma festa que começava no dia 17 de Dezembro e terminava em 1º de Janeiro, comemorando o Solstício do Inverno, sendo o dia 25, de acordo com os cálculos feitos na época, a data em que o Sol se encontrava mais fraco, ainda que pronto para recomeçar a crescer e a encher de vida todas as coisas na Terra.

Nesse dia, conhecido como Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava. Havia festas nas ruas, e a tradição ditava que se oferecesse grandes jantares às pessoas amigas, a quem eram ofertados galhos de loureiros iluminados com velas, que também enfeitavam as salas, com vista a proteger as habitações dos espíritos da escuridão. Apenas após a cristianização do Império Romano, o dia 25 de Dezembro passou a ser dedicado à celebração do nascimento de Cristo, que originalmente a Igreja não celebrava. Com o passar do tempo, os cristãos do Egito começaram a considerar o dia 6 de Janeiro como data da natividade.

O hábito de celebrar o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro foi-se difundindo em todo o Oriente, chegando ao século IV. Grande parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como hoje o conhecemos foi celebrado no ano 336 d.C., coincidindo mais ou menos com a época em que a Igreja do Ocidente, que nunca havia reconhecido o 6 de Janeiro como dia do nascimento, assumiu que a celebração deveria se dar em 25 de Dezembro, tendo essa data sido adotada posteriormente também pela Igreja do Oriente. Muitos bispos concordaram em mover a festa para aquele dia devido a crenças pagãs segundo as quais o 25 de Dezembro era o dia dedicado ao Deus Sol, que muitos convertidos ao Cristianismo identificavam como sendo Cristo.

Por consenso, deliberou-se que o nascimento de Cristo passaria a ser celebrada em 25 de Dezembro e a Festa da Epifania (Dia de Reis) em 6 de Janeiro. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas dos três reis magos ao Menino, e como outros rituais foram adaptados. Sobre o dia em que Cristo nasceu há muitas teorias e nenhuma certeza: estudiosos apontam Abril, Outubro ou Setembro…